MEMÓRIA entre Céu e Água | Galeria Municipal do Montijo

pinturas, aguarelas e otros objetos

25 novembro de 2017 até 6 de janeiro de 2018

Galeria Municipal do Montijo
Rua Almirante Cândido dos Reis, 12 • 2870-253 Montijo, Portugal
Telefone (+351) 21 232 77 36
E-mail cultura@mun-montijo.pt
Horário 2.ª a Sábado das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30

Feriados e Domingos abertos | das 10h00 às 12h30 e das 14h às 17h30

1 , 3 , 8 e 10 de Dezembro

 

 

A natureza, principalmente o mar, a solidão e o silêncio parecem ser a inspiração da artista plástica Saskia Moro. Imagens do mar e da luz, com grande suavidade, que nos transportam para a nossa zona ribeirinha, para ver agora nesta exposição, na Galeria Municipal.

«Memória entre céu e água: pinturas, aguarelas e outros objectos” resulta da nossa parceria com a Galeria Valbom. Estas parcerias, constituem um objectivo estratéico cada vez mais pertinente, que nos permitem potenciar sinergias, alcançndo resultados que de modo autónomo, seria mais difíil concretizar.

O Presidente da Câmara Municipal do Montijo
Nuno Ribeiro Canta

 

 

 

 

… Vivi de olhos postos nas ondas. Em qualquer época do ano, a qualquer hora do dia ou da noite, olhar o seu movimento, ouvir-lhe o sussurrar ou o estoirar contra os rochedos era a forma mais milagrosa que encontrara para esconjurar os maus presságios e os medos que surgem atrás da porta e nos sobressaltos da vida. …

(in ‘Deus, o Diabo e Eu’)

 

 

Sim Saskia, ao ver nas suas telas, as cores, os enlaces, as expressões silenciosas das águas revoltas ou calmas a emergirem como numa oração ou num grito, agradeço-lhe.

E confesso que ainda hoje me interrogo sobre uma dúvida de berço; porque é que Deus está no Céu e não no Mar?

O Mar dá-nos lições a todo o momento. Tarde ou cedo sempre devolve o que não lhe pertence. Diz -nos e ensina -nos até onde podemos e devemos ir. Quando se zanga surge enraivecido como um monstro assustador, mas quando nos quer acalmar brilha nos reflexos e abraça – nos depois nos requebros lânguidos das ondas quando se espraia numa dança impar, num bailado ensaiado desde sempre sob uma música única.

É por isto que quem ama e respeita o mar reza sem o saber, a um Deus de que ninguém fala.

E todo o mar tem ondas, como a terra tem sol e o homem amor.

 

Luís Pereira de Sousa